quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sidney 2000 e Rio 2016


Morar numa cidade que já foi sede dos Jogos Olímpicos é muito interessante. Sidney tem umas características que agradam. O transporte público funciona, o trânsito não é caótico, a segurança pública garante o bem-estar da população, o Parque Olímpico construído para as Olimpíadas de 2000 é usado hoje para sediar jogos e grandes atrações artísticas. A cidade é limpa e goza de uma boa infraestrutura. Grande parte dessas conquistas foi herança dos jogos.
Sem querer fazer aquelas comparações irritantes, por que é muito comum as pessoas sempre
dizerem: "é, mas é isso coisa de país desenvolvido", gostaria de enfatizar que o Rio tem muito a aprender com Sidney.

Vale os organizadores dos jogos fazerem uma visita a esta cidade, que muitas vezes é comparada com o Rio de Janeiro, por que ambas têm um povo amigável, clima bom e belezas naturais incríveis.

Sei que muitos são contra a realização dos jogos no Rio, eu sou um entusiasta. Se usarmos bem a oportunidade dada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) e aplicar bem o dinheiro (sem roubalheira), poderemos fazer um grande evento e de cara, resolver muitos problemas enfrentados pelo Rio hoje.

Se seguirmos este caminho, quem sabe no futuro Sidney e Rio possam também ser comparadas por que ambas têm boa infraestrutura, segurança e bem-estar para a maioria da população.



Foto do Parque Olímpico de Sidney - Clique na foto para amplicar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quando a saudade bate

Sidney é uma cidade que atrai muitas pessoas de outros países. Gente que vem estudar inglês, gente que vem a turismo, a negócios ou simplesmente gente que vem recomeçar a vida. Um "mundaréu" de nacionalidades originárias da Europa, América Latina, Estados Unidos, Ásia e da própria Oceania. Uma hora ou outra a saudade bate na porta dos corações, de nós, aventureiros.


Não é aquela saudadezinha de um amigo ou um parente que mora em outro bairro, cidade ou estado. É uma "saudadona". Não tem como pegar ônibus, carro ou bicicleta para visitar a quem se sente falta. Para matar essa saudade, seria necessário percorrer milhares de quilômetros para se chegar ao país de origem. Mas isso não pode ser feito da noite para o dia, por que muitas vezes as pessoas têm a programação de ficar dias, meses ou anos aqui.

Mas o que fazer então quando a saudade bate? Às vezes a gente chora, faz um telefonema, entra no orkut, no msn, facebook, sai para beber com os amigos ou simplesmente esquece que ela existe.

Seria Sidney a capital mundial da saudade? Viagens à parte, aprendi que sentir saudade é amar.

De semana em semana, a gente vive


A última postagem foi em julho, mas agora, depois de alguns puxões de orelhas de alguns amigos resolvi voltar a escrever. Estou entrando no meu sexto mês da viagem e estou mergulhado na rotina de um estudante brasileiro em Sidney. Estudando, trabalhando (numa churrascaria brasileira). Rotina cheia de compromissos e decisões. Engana-se quem pensa que aqui é só curtição. Você tem muito o que curtir, mas precisa trabalhar e estudar muito se quiser fazer parte da vida desse país.

Aqui tudo acontece muito rápido. O salário é pago por semana, as contas vencem semanalmente. Tudo muito dinâmico. Um modo diferente de se viver, porém, interessante. Talvez isso force as pessoas serem mais lógicas e rápidas. Não sei se isso é bom ou ruim. Eu já me adaptei. Mas às vezes, meu sangue meio preguiçoso pede um ritmo mais lento.

Australianidade está de volta. Espero que num ritmo mais rápido, com postagens semanais pelo menos. Para seguir a dinâmica da vida australiana.